Suspensão da Igreja Universal na Angola pode ser tentativa de frear crescimento de neopentecostais, diz jornalista

Suspensão da Igreja Universal na Angola pode ser tentativa de frear crescimento de neopentecostais, diz jornalista
O caso da suspensão das atividades de igrejas neopentecostais em Angola, como a Universal e a Mundial – que no Brasil são concorrentes e protagonizam disputa por fiéis – foi tema de um artigo do jornalista João Fellet, publicado pela BBC Brasil.
De acordo com Fellet, “a reação do governo de Angola à morte de 16 pessoas em um culto da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) na capital Luanda, em 31 de dezembro, põe em xeque a expansão de igrejas evangélicas brasileiras em um dos países africanos em que elas têm maior influência”.
O jornalista destaca um dos principais argumentos do governo para impor a suspensão: publicidade enganosa, e ressalta que “a nova postura, além de responder à cobrança popular pela responsabilização dos culpados, reflete a percepção de que essas igrejas cresceram de forma descontrolada nos últimos anos”.
Esse crescimento seria um dos fatores de preocupação do governo, que teria uma extensa lista de denominações neopentecostais interessadas em legalizar suas atividades.
“Acredita-se, ainda, que o governo aproveitou o episódio para exercer maior controle sobre a criação de novas igrejas no país. Em 2011, a ministra angolana da Cultura disse que cerca de 1,2 mil igrejas aguardavam por legalização no país. Já têm licença para operar em torno de 80 igrejas, entre as quais a Universal”, escreveu o jornalista, que já viveu em Angola, quando era um dos responsáveis pela implantação do Jornal de Economia e Finanças.
Em seu artigo, João Fellet destaca ainda que uma das mais recentes denominações a aportar em Angola foi a Missão Evangélica Shammah, “que tem o jogador de futebol brasileiro Rivaldo como patrono”, diz o jornalista, lembrando que o templo da igreja foi financiado pelo ex melhor do mundo.
“Segundo estudiosos, muitas igrejas neopentecostais contribuem para que essas crenças sejam tão discriminadas que ser chamado de ‘feiticeiro’ ou ‘macumbeiro’ é considerado muito ofensivo para boa parte dos angolanos”, contextualiza Fellet.
Para ler a íntegra do artigo “Suspensão põe em xeque expansão de igrejas evangélicas em Angola”, de João Fellet acesse a BBC Brasil
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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